quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ao Novo


Ser jovem é dificil em qualquer civilização e em qualquer época da história da humanidade. Comigo não é diferente, e nem deveria de ser. Perfeição nunca combinou comigo realmente.
Ontem cheguei na (no que seria) minha casa nova. Tudo mobiliado, decorado, pronto... do jeito que eu queria. Eu olhei pro Marco e como num acordar de um sonho (ou de um pesadelo) percebi que já tinha percebido que não o amava mais.
Fiz uma cena. Disse o inevitável: "a gente precisa conversar" e "quero um tempo pra pensar se é isso que eu quero".
É... ele concordou com tudo. Disse que sentia o mesmo e que precisava pensar um pouco mais antes de casarmos mesmo. A cerimônia esta (estava) marcada pra sexta feira próxima; convites entregues, lista de presentes e tudo mais que eu achei que queria e tinha direito. O Marco Antônio é (foi) meu primeiro namorado, estamos (estavamos) juntos a três anos, soma-se mais um de noivado, mas eu mudei pro apartamento dele faz dois. Tava na cara que essa história de casar não ia dar certo, eu só não queria ver. A gente tem dez anos de diferença.
Quanto ao término, eu nem chorei sabia? Conversamos tudo o que tinhamos que conversar, falamos tudo o que tinhamos pra falar, de fato colocamos os pingos nos "is".
Depois disso ele me mandou embora. Do apartamento e da casa nova por tempo indeterminado.
Foda-se ele, tava achando tudo muito bege mesmo! A mobilia, a decoração, o convite. Tudo.
Peguei algumas roupas e to aqui na casa da Mari. Não sei o que vai ser daqui pra frente.
Por hora? Uma rodada de tequila pra mim e pra ela.

a vida continua