quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Festa

Ontem resolvemos sair mesmo, o Edu passou aqui com uma garrafa de vodka e começamaos a mata-la falando sobre nossos problemas do coração.
O Edu é o tipo de cara que simpatiza pelo casamento, filhos, uma casa com gramado sem portão e um carro tipo família, apesar disso, não esquece de matar a vontade de nada. Ele tem vinte e quatro anos, filho único e um coração do tamanho do mundo, da pra ver pelos seus enormes olhos castanhos. Ele explicou por cima que os pais dele são diplomatas e não moram no Brasil. Sobre o Leo, eu falo depois, difícil resumi-lo em poucas linhas.
Depois de uma garrafa de vodka e algumas doses de tequila o Leo extendeu três fileiras de cocaína na capa de um CD da Björk e me deu, disse pra eu fazer as honras da casa; já tinha cheirado uma vez, mas lembro que não amei. Mesmo assim mandei a linha inteira pra dentro e passei o CD para o Edu. Chegamos no bar por volta das três da manhã e eu já estava bem louco, sem condição de tomar decisões sabias e bem pensadas.
O Leo me apresentou pra uma série de amigos deles e o Edu parou pra conversar com um em especial, passou a noite toda conversando com ele no final das contas.
Dancei muito anos oitenta, bebi um pouco mais, e esporadicamente fui ao banheiro retocar o efeito do pó. Lá pelas tantas sai pra fumar um cigarro (não se fuma mais dentro de estabelecimento nenhum em toda a São Paulo) e na calçada, conheci um cara que era amigo de um amigo do Edu: o Manuel, vulgo Mané.

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